“Então, Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18,21 – 22)
Resumo
Este trabalho apresenta o conceito, a atitude e dimensões do perdão, fazendo uma ligação com a logoterapia e a sua prática na vida do ser humano, através de uma decisão. Nesta perspectiva, o homem é entendido na sua dimensão de se interrogar pela própria existência e de encontrar sentido na sua vida.
Num campo tão vasto do perdão, pretendo de uma maneira objetiva dar os seus principais fundamentos, mostrando que este é uma atitude que parte de uma decisão humana, colocando-o em concordância com o método da logoterapia.
Introdução
Definição de Perdão
A palavra perdão é a tradução da palavra grega aphesis, que por sua vez, é derivada do verbo aphiemi, que significa jogar fora, mandar embora, soltar, libertar, liberar. A palavra em latim dimittre tem significado semelhante: mandar embora, dispensar, soltar. A palavra perdão refere-se à culpa e significa uma ativa remissão e libertação da culpa, um libertar-se da culpa. Então, perdoar finalmente significa: desfazer-se de. (Grun, 2005, p. 9).
Entendo perdão como:
Um processo espiritual ou racional de parar o sentimento de ressentimento e mágoa contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa, omissão, diferença ou erro. O perdão é normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê a muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através de um pedido de perdão, dirigido ao ofendido.
Quando alguém comete algum erro prejudicando a pessoa de alguma forma, seja em qualquer área ou situação, cria sentimentos negativos que irão gerar feridas. Essas feridas só poderão ser curadas por quem está ferido e não por quem feriu. Enquanto não acontece o perdão, a pessoa permanece como que amarrado ao outro e ao sofrimento que ele provocou, e isso aumentará a dor sentida. Quando acontece o perdão, liberta-se do peso dessa amarra e deixa o outro ser como realmente é.
O Perdão torna a pessoa livre e cura as suas feridas e permite crescer.
Atitudes para o perdão
Segundo Pereira (2009, p. 27-28):
“O perdão não é um sentimento, mas uma decisão. Logo, é preciso que a compreensão do perdão seja deslocado do campo das emoções, sobre as quais temos controle, e assim chegar ao campo da vontade, que é dominada pela razão e não pela emoção. É preciso clarear também a diferença entre a vontade e o desejo. O desejo é emocional, a vontade é racional. O perdão, portanto, é racional. É fruto de decisão. É possível mesmo quando o desejo é contrário. O perdão é um ato de vontade.
Perdoar não é deixar de sentir, não é aniquilar os sentimentos e as emoções, mas canalizá-los para a meta de nossa vida.
Assim, percebemos que o perdão é um processo, leva-se um tempo para perdoar uma ofensa, exige sacrifício persistente, provoca algumas dores, mas é necessário muita força e capacidade de amar para conseguir, numa atitude voluntária e decidida, conseguir perdoar.”
Conforme na definição, perdoar etimologicamente significa “dar plenamente”, implica uma idéia de plenitude, porque expressa uma forma de amor levada ao extremo. Amar, apesar da ofensa sofrida, requer forças espirituais que superam as forças humanas.
Assim, o não perdoar a ofensa pode-se transformar em obstáculo para o amor.
Considerações sobre o Perdão
O perdão não é esquecer, é uma decisão interna, fruto de um treinamento da vontade. Por isso, posso lembrar da situação dolorosa, só que o acontecimento perde a sua força sobre mim. (Pereira, 2009, p.51)
É um equivoco pensar que perdoar é restaurar a relação tal como estava. Na verdade, não se pode voltar ao passado, no entanto, o conflito pode servir para se fazer uma avaliação da qualidade da relação que pode vir a ser recriada sobre novas bases, mais sólidas.
Perdoar não significa que não se condene o agressor, não é renunciar à justiça. O perdão é um ato gratuito e não significa renunciar aos direitos e à aplicação da justiça. Não é retirar do outro a sua responsabilidade moral, perante uma situação.
Perdoar é quebrar o ciclo da vingança, da violência, é negar-se a combater com as mesmas armas de ódio do adversário, é voltar a ser livre. Porque a vingança põe obstáculos, nos deixa com um pé atrás, nos aprisiona em nós mesmos. Se eu não perdoar, o outro continuará a ter poder sobre mim. Ele determinará meus pensamentos e sentimentos. O perdão me liberta do poder do outro. (Grun, 2005, p. 49)
As três dimensões do perdão
Perdoar a si mesmo
Perdoar a si mesmo é um dos momentos mais importantes do processo de perdoar. É muito difícil perdoar aos outros e receber o perdão se não perdoa a si próprio. Se a pessoa não se abre ao perdão a si mesmo, não consegue restabelecer a paz interior nem perdoar.
Grun (2005, p. 31-32), nos diz em seu livro:
“É por isso que C.G. Jung nos exorta a primeiro amarmos o inimigo que há em nosso interior, pois, só assim, seremos capazes de amar o inimigo exterior. É preciso que primeiro nos reconciliemos com todos os sentimentos hostis que trazemos em nossa alma, com as tendências agressivas e aniquiladoras, com a inveja e com o ciúme, com o medo e com a tristeza, com os instintos e com a ambição. Amar o inimigo que existe em nosso interior é quase sempre mais difícil do que amar o inimigo exterior.”
Vive-se muitas vezes em luta com as próprias aspirações, e a pessoa tem que aprender a perdoar-se pelos erros que cometeu, a reconciliar-se com a sua história de vida.
Perdoar a si mesmo, significa aceitar as próprias limitações, erros e fraquezas, a minha incapacidade de estabelecer relações. Preciso olhar para as minhas impaciências, para minha angústia, para minha pouca auto estima, e fazer a reconciliação comigo mesmo.
Perdoar ao outro
Aquele que está em harmonia consigo mesmo, pode perdoar as pessoas que o cercam. Perdoar os outros só será possível se a pessoa estiver decidida a fazer este processo.
O que se perdoa não é o ato, a violência, a omissão, mas sim as pessoas que não foram capazes de fazerem o melhor. Perdoa-se as suas limitações, os seus erros, o seu descontrole, o seu abandono.
Por isso, as pessoas que mais têm que se perdoar, são as que mais se amam. Com elas têm-se vínculos afetivos, por isso espera-se muito mais delas. A gravidade da ferida mede-se não só pela ofensa em si mesma, como também pelas expectativas que se tem sobre as pessoas que feriram e pelo vínculo afetivo criado.
É preciso estar preparado para sair de si mesmo e poder perceber noutra perspectiva, na perspectiva de quem ofendeu, pois colocar-se no lugar de quem ofendeu é muito difícil, mas não impossível. Olhar para o outro, e procurar compreender algum motivo para a falha, para a atitude que feriu, como quem quer perceber os porquês do outro.
Perdoar a Deus
Segundo Fernandez (1996, p. 17-18 e 21):
“No mais profundo de toda dor costuma haver uma falta de perdão a Deus, porque, ainda que não nos atrevamos a dizê-lo, e ainda que às vezes reprimamos um tal pensamento, em meio à dor, temos culpado a Deus: temo-nos sentido desprotegidos, esquecidos, desprezados por Ele. E, para não continuar culpando-o, começamos, quem sabe, a culpar-nos a nós mesmos, como se Deus nos fizesse sofrer justamente por alguma culpa nossa, por sermos imperfeitos, etc.. É possível, por isso, que muitas auto-agressões se resolvam trazendo à superfície essa rebeldia com Deus, essa mágoa de estarmos desprotegidos Dele. Reconciliando-nos com Deus, conseguimos aceitar-nos e amar-nos mais; deixamos de culpar-nos cheios de escrúpulos doentios, e damos à vida uma base firme. Esta falta de “perdão a Deus” não significa que estejamos em pecado. ….. Outras vezes pensamos que Deus é injusto conosco, porque temos muitas qualidades, muitas capacidades, enquanto outros, menos dotados que nós, têm mais fama, mais dinheiro, mais prazeres. Esquecemos, entretanto, que, se temos qualidades ou capacidades, não é porque as tenhamos merecido: são simplesmente dons que Deus nos presenteou por puro amor.
…Daí que é tão importante sermos sinceros com Deus: não ocultar-lhe o que “sentimos” a seu respeito; não ocultar o que nos dói quando não concede o que pedimos; não esconder-lhe, ainda que nos envergonhe reconhecê-lo, que nos sentimos “decepcionados”; não negar que nos sentimos desamparados, embora saibamos que Ele não busca o nosso mal, nem deixa de guiar a nossa vida.”
Perdoar a Deus é um processo necessário constante na vida das pessoas, para se ter um relacionamento livre, envolvido de misericórdia e Amor de Deus.
Pedir Perdão
Pereira (2009, p.62) nos lembra que: “No exercício do perdão é fundamental reconhecer a necessidade de pedirmos desculpas aos que ofendemos. Se perdoar é uma arte difícil, pedir perdão é mais difícil ainda. Se perdoar exige uma decisão do coração e da vontade, pedir perdão exige arrependimento.”.
O verdadeiro arrependimento implica numa mudança de atitude, de postura. O arrependimento não se fecha no remorso e na vergonha, mas implica em ir ao encontro do outro, e reconhecer que errou, reconhecer as sua limitações e humanidade.
Definição de logoterapia
O termo “logos” é uma palavra grega que significa “sentido”. A Logoterapia concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por esse sentido. Para a logoterapia, a busca de sentido na vida da pessoa é a principal força motivadora no ser humano. (Frankl, 2002, p.92)
Para Frankl (2002, p.76), este sentido não se inventa, mas descobre-se: numa obra, num amor, numa tarefa a realizar. No fundo, cada um tem que perguntar: o que é que a vida quer de mim? “Em última instância, viver significa assumir a responsabilidade de encontrar a resposta correta para os problemas que a vida coloca e cumprir as tarefas que ela continuamente aponta a cada pessoa.”
Analisa Frankl (2002, p.100) de que “A realidade humana refere-se sempre a algo para lá de si mesma. Está dirigida para algo que não é ela mesma. Os seres humanos procuram mais para lá de si mesmos: um sentido no mundo. Procuram encontrar um significado a realizar, uma causa a servir, uma pessoa a quem amar. E só assim os seres humanos se comportam como verdadeiramente humanos.”.
Perdão: Decisão do íntimo do ser da pessoa
Frankl, (2002, p.66), ensina que, mesmo vivendo as piores situações, o coração é livre para tomar as suas decisões:
“Nós que vivemos em campos de concentração, podemos nos lembrar daqueles que andavam entre os alojamentos confortando os outros, dando o último pedaço de pão que tinham… Eles podem ter sido poucos em número, mas ofereceram prova suficiente de que tudo pode ser tirado, menos a última das liberdades humanas… a liberdade para decidir-se pelo que é melhor em qualquer circunstância.”
O perdão é a melhor decisão em toda e qualquer circunstância. O perdão não tem o poder de mudar o passado, mas é forte o suficiente para ensinar a saborear o presente e projetar o futuro.
O perdão garante que as pessoas não são vítimas do passado e nem das circunstâncias negativas. O perdão é a introdução de um novo tempo, e não a conclusão de uma história de desamor.
De acordo com Allport apud Frankl (2002, p.8):
“ A vida é sofrimento, e sobreviver é encontrar sentido na dor. Se há, de algum modo, um propósito na vida, deve havê-lo também na dor e na morte. Mas pessoa alguma pode dizer à outra o que é este propósito. Cada um deve descobri-lo por si mesmo, e aceitar a responsabilidade que sua resposta implica. Se tiver êxito, continuará a crescer apesar de todas as indignidades. Frankl gosta de citar a frase de Nietzsche: “Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como.”
Por isso, referia aos companheiros de desgraça as muitas oportunidades existentes para dar um sentido à vida. Este infinito significado da vida compreende também o sofrimento e a agonia, as privações e a morte.
Segundo Frankl (2002, p.119), o ser humano é capaz de ir além de seus impulsos, pode transcender, e descobrir o valor em si e no outro. “ A última das liberdades humanas – a escolha da atitude pessoal perante um conjunto de circunstâncias – para decidir o seu próprio caminho. Mesmo essa tríade trágica na qual se incluem a dor, a culpa e a morte, pode chegar a transformar-se em algo positivo, quando se enfrenta com a postura e a atitude corretas.”
Como pode se perceber, o perdão expressa uma forma de amor levada ao extremo. Frankl (2002, p.100) diz, que “O amor é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo da sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena da essência última de outro ser humano sem amá-lo.”
Então decidir-se pelo perdão é decidir-se pelo Amor.
Assim, o sofrimento causado pela ofensa, deixa de ser sofrimento no instante em que encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício para o perdão.
O ser humano é capaz de mudar a si mesmo para melhor, basta ele olhar para dentro de si, e encontrar potencialidades; que poderá ser concretizada, depende de decisões e não de condições.
Testemunho
A lição de Kim
Era 08 de Novembro de 1972, durante a guerra do Vietnã. A família de Kim Phuc tentou proteger-se num templo próximo quando ouviu o barulho dos aviões americanos. Mas o refúgio não foi contra as bombas de napalm que caíam do céu, e tudo explodiu em chamas.
Nick Ut, correspondente da agência de notícias Associated, tirou nesse momento a foto tristemente famosa que percorreu o mundo todo. Ali estava Kim, aos 9 anos, nua e em prantos, com grandes parte do corpo coberta de queimaduras de terceiro grau. Apesar disso, a menina sobreviveu. Passou por 17 cirurgias e, depois de ser usada durante anos como símbolo da resistência do seu país, pediu asilo no Canadá. Mas o notável de sua história é que Kim perdoou o capitão John Plummer, oficial que ordenou o bombardeio de sua aldeia.
Em El don de arder (O dom de queimar), Kim conta à jornalista Ima Sanchis que, ao encontrar-se com o militar num evento, não o esbofeteou; preferiu abraçá-lo: “A guerra faz com que todos sejamos vítimas. Eu, quando menina, fui vítima, mas ele, que fazia o seu trabalho de soldado, também foi. Tenho dores físicas, mas ele tem dores emocionais, que são piores do que as minhas.”. (Szekely, 2010).
Kim capitalizou suas antigas feridas de forma positiva. Hoje viaja pelo mundo em campanha de paz e é presidente da Fundação Kim internacional, dedicada a dar assistência a vítimas de conflitos armados.
Kim é um exemplo, que se pode dar um sentido maior aos sofrimentos, que se pode transformar feridas em pérolas. Ela descobriu a pérola na sua ferida, tomou a decisão de perdoar, então a ferida não a fez mais sofrer.
Assim as feridas podem tornar-se fonte da vida, e de transformação, dando um sentido para a existência da pessoa. A partir deste sofrimento, Kim deu um novo sentido à sua vida, percebeu a oportunidade de descobrir uma missão para a sua história.
Frankl (2002, p.114) nos diz:
“O ser humano não é uma coisa entre outras; coisas se determinam mutuamente, mas o ser humano, em última análise, se determina a si mesmo. Aquilo que ele se torna – dentro dos limites dos seus dons e do meio ambiente – é ele que faz de si mesmo. No campo de concentração por exemplo, nesse laboratório vivo e campo de testes que foi, observamos e testemunhamos alguns dos nossos companheiros se portarem como porcos, ao passo que outros agiram como se fossem santos. A pessoa humana tem dentro de si ambas as potencialidade; a qual será concretizada dependendo de decisões e não de condições.”
A pessoa humana tem a capacidade de ir além de si mesma, de resgatar aquilo que é chamada a ser. Os acidentes de percurso na história da pessoa devem tornar-se “trampolim” para ir além, para transcender. Toda crise, sofrimento, é uma possibilidade de crescer, amadurecer e transcender.
A decisão desta transformação e resgate da própria humanidade encontra a resposta dentro de si mesmo, numa tomada de atitude que leva a encontrar um sentido da própria vida.
Conclusão
O texto procurou mapear os principais fundamentos do perdão, mostrando que este é uma decisão, que cria o fluxo da vida. Aceitar as próprias limitações e aprendendo a perdoar a si mesmo, aceitar as limitações dos outros e a perdoá-los, e também a perdoar a Deus.
Assim, aquilo que as pessoas passam em sua história e que pedem uma resposta, e muitas vezes o perdão, são oportunidades que a vida está dando de ir além daquilo que as pessoas estão acostumadas. É o desafiar-se a ser melhor, a encontrar dentro de si a força sobrenatural que leva a perdoar.
O homem sempre tem a possibilidade de escolha. O escolher, decidir-se a perdoar ou ficar com a sua vida estagnada.
Muitas vezes, o ser humano tem que sair de si mesmo, para a realização de alguma coisa, para a busca do sentido da vida. E a essência do ser humano é sair de si.
O ser humano tem as suas potencialidades, como ajudar as pessoas a abrirem os horizontes para verem o seu próprio eu.
A partir desta fundamentação, percebe-se que a logoterapia é uma ferramenta que ajuda a compreender melhor o ser humano, na sua busca de aceitar-se, e descobrir um sentido na sua vida, através do perdão. Esta é uma decisão que pode mudar o percurso da história da pessoa humana, conduzindo-a para a libertação e auto transcendência.
Como Frankl (2002, p.68) diz, “Sempre e em toda parte, a pessoa está colocada diante da decisão de transformar a sua situação de mero sofrimento numa realização interior de valores”.
Agradecimento
A Professora Marlene Esper Faria, formada em letras pela universidade federal de Minas Gerais e em Direito pela universidade estadual de Maringá. Corrige monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado na UEM.
Referências Bibliográficas
FERNANDEZ, Victor Manuel. Curar um amor ferido. São Paulo: Editora Paulus, 1996.
FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido. (Coleção Logoterapia). 16 ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2002.
GRUN, Anselm. Perdoa a ti mesmo. Petrópolis: Editora Vozes, 2005.
LUKAS, Elizabeth Histórias que curam… porque dão sentido à vida. Campinas: Editora Verus, 2005.
LUKAS, Elizabeth Psicologia Espiritual. 2. ed. São Paulo: Editora Paulus, 2006
MULLER, Wunibald; GRUN, Anselm. O que nos adoece… e o que nos torna sadios. 2 ed. Aparecida: Editora Idéias & Letras, 2006.